31 de janeiro de 2015

Passeio entre as videiras da Aracuri em Muitos Capões/RS


Nome: Aracuri Brut / Aracuri Pinot Noir
Safra: 2013 / 2014
País: Brasil
Região: Campos de Cima da Serra, Muitos Capões/RS
Produtor: Aracuri

Uvas/Corte: Pinot Noir 100% / Pinot Noir 100%
Teor alcoólico: 12% / 12,5%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Gentilmente nos presenteado pela Paula Schenatto, enóloga da Aracuri
Degustado em: 31 de janeiro de 2015
Onde bebeu: Casa da mãe da Rafaela
Harmonizado com: Porco assado, arroz, farofa, salada e maionese, além de cassata e pudim
Com quem: Claudio, Rafaela, Luci e Paula

Comentário do produtor:
Blanc de Noir: coloração amarelo dourado. Apresenta perlage fina, constante e elegante. No nariz se destacam os aromas da fermentação com notas tostadas e de frutas secas. No paladar é cremoso, com toque mineral e tostado. Além de volume de boca e acidez equilibrada.
Pinot Noir: aromas intensos e elegantes, destacando-se frutas vermelhas com notas de cacau. Paladar complexo e equilibrado com acidez vibrante. Harmonização: carnes leves; molho funghi; molhos pouco condimentados; queijos leves.

Impressões da Rafaela
Ao viajar para Vacaria, pensamos logo em provar alguns vinhos da região. A ideia era ir a uma pizzaria na sexta-feira à noite e vermos o que nos oferecia a carta. No final da tarde, porém, passamos por um imprevisto. Bem na hora em que fomos comprar carne para o churrasco que faríamos no sábado, o supermercado estava sendo assaltado. A história tem bastante detalhes, mas resumindo: a sexta-feira à noite foi em casa mesmo, com o Claudio com o nariz inchado depois de levar um soco ou uma coronhada no nariz. A mãe fez uma jantinha e ficamos quietos no nosso canto. Como o Claudio acordou bem disposto, mantivemos o passeio agendado com a Paula Schenatto, enóloga da Aracuri, e fomos conhecer os vinhedos em Muitos Capões. Aproveitamos também para dar uma voltinha lá no sítio. Depois do passeio, voltamos à Vacaria para almoçar. A mãe fez um porco no forno à lenha. Para acompanhar a comida, abrimos o espumante chardonnay, de que gostamos muito, e o pinot, também muito bom. Foi um ótimo sábado em boa companhia. Paula até começou a aprender frivolité com a mãe.

Comentário do Claudio
Quando marcamos a nossa viagem para Vacaria, entrei em contato com a Paula, enóloga da Aracuri e descobrimos que ela também estaria na região. Marcamos de nos encontrar e o passeio começou com uma visita às parreiras da vinícola, em Muitos Capões. Já havíamos passado por ali em outras oportunidades, voltando do sítio. Desta vez a Paula nos mostrou as diferentes variedades que já estão próximas de serem colhidas. Durante aquela semana as uvas para fazer o vinho base para espumante já tinham sido colhidas. Foi um passeio muito agradável e depois passamos pelo sítio da mãe da Rafaela. De volta para a cidade, almoçamos um belo porco feito no forno à lenha e para acompanhar a Paula levou alguns vinhos da Aracuri. O primeiro que provamos foi o espumante Collector, um blanc de noir feito com 100% de uvas Pinot Noir pelo método tradicional. Ele tem uma bela cor dourada intensa, com boa perlage. É um espumante de muita personalidade e de boa estrutura. Se mostrou muito gastronômico e harmonizou perfeitamente com o nosso porco. Com boa cremosidade e boa complexidade, é um espumante de respeito. Depois passamos para o recém-lançado Pinot Noir da safra 2014. A Pinot Noir se mostrou muito bem adaptada à região dos Campos de Cima da Serra, com altitude e frio. Os resultados dos vinhos com esta cepa são bem promissores. Este 2014 não foi diferente: ainda jovem, mostrou ótimas qualidades do Pinot. Vale comprar algumas garrafas e ir observando a evolução. Sobrou um pouquinho de vinho do almoço na garrafa e a noite resolvi prová-lo novamente. O tempo em contato com o oxigênio fez muito bem ao vinho também. Foi um dia muito divertido!

29 de janeiro de 2015

Brinde com espumante Laurentia Rosé Brut no Bar do Gomes, em Porto Alegre

Nome: Laurentia Rosé Brut
País: Brasil
Região: Barra do Ribeiro/RS
Produtor: Laurentia

Uvas/Corte: 50% Merlot, 25% cabernet franc e 25% nebbiolo
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 52
Quando foi comprado: 29 de janeiro de 2015
Onde foi comprado: Bar do Gomes, no Moinhos de Vento, em Porto Alegre/RS
Degustado em: 29 de janeiro de 2015
Onde bebeu: Bar do Gomes
Harmonizado com: Harumaki, montadinhos de cogumelos e batatas bravas
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Análise Visual: Cor rosé de intensidade meia.Análise Olfativa: Delicado um pouco floral lembrando mais a rosas, frutas vermelhas (framboesa) com um leve tostado no final. Análise Gustativa: Acidez marcante e equilibrada, tem uma estrutura macia com um perlage fino e persistente. Harmonização: Carnes brancas leves, massas não apimentadas. Como aperitivo com queijos ou a qualquer hora.

Impressões da Rafaela
Fomos convidados para a comemoração dos 60 anos de casamento dos meus padrinhos, Nenê e Sueli. Tão logo recebi o convite, já comecei a organizar nossa ida ao Rio Grande do Sul. Como o tempo é sempre curto quando viajamos para lá, decidimos ir ainda na quinta-feira, assim poderíamos dar uma saidinha em Porto Alegre antes de partirmos para Vacaria. Depois de algumas pesquisas, escolhemos o Bar do Gomes, que fica bem na área em que sempre gostamos de passear e de nos hospedar, a do bairro Moinhos de Vento. O Bar do Gomes é relativamente novo, mas atende como se tivesse anos de prática. Gostamos de tudo. Para acompanhar algumas das opções do cardápio, escolhemos este rosé, que tinha uma ótima marcação de preço - pelo menos diante do que estamos acostumados a ver aqui no Rio. Gostei muito da escolha, assim como do ambiente do Bar do Gomes.

Comentário do Claudio
Aproveitamos a nossa rápida passagem por Porto Alegre para conhecer o Bar do Gomes. Já tinha lido boas indicações sobre o bar que acabou sendo uma excelente escolha. Lugar agradável, boa comida e o mais interessante uma seleção de bons vinhos e espumantes a preços justos. Pareceu-me que o bar fez uma parceria com algumas vinícolas. Dos espumantes que estavam nesta lista me interessei por um que não conhecia, o Laurentia Rosé Brut. Não havíamos provado nem um vinho desta vinícola e nossa primeira experiência com este espumante foi das melhores. Feito com um corte nada usual, Merlot, Cabernet Franc e Nebbiolo, ele se mostrou um espumante com muita personalidade. Em boca, notas frutadas, boa acidez e muito equilíbrio. Espumante muito elegante e bem feito. Bela surpresa. Acompanhou muito bem as comidinhas e o clima agradável do Bar do Gomes na noite porto-alegrense.

24 de janeiro de 2015

Depois da degustação de águas minerais no Parque de São Lourenço, provamos o Aurora 80 Anos

Nome: Aurora 80 Anos
Safra: 2008
País: Brasil
Região: Bento Gonçalves
Produtor: Vinícola Aurora

Uvas/Corte: 60% Cabernet Sauvignon, 20% Cabernet Franc e 20% Merlot
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Ganhamos da Aurora
Degustado em: 24 de janeiro de 2015
Onde bebeu: Hotel Brasil, em São Lourenço/MG
Harmonizado com: Diversos pratos caseiros
Com quem: Claudio, Rafaela, Mauro, Marcela e Regina Helena

Impressões da Rafaela
Na noite anterior chegamos a dar uma voltinha pelo centro de São Lourenço, mas foi neste sábado que conhecemos melhor a cidade. Saímos logo cedo para dar uma olhada no comércio e visitarmos a igreja. Depois de fazermos uma fezinha em duas lotéricas, seguimos para o Parque das Águas de São Lourenço, onde há nove fontes de águas minerais. Provamos todas elas. São sete tipos diferentes de águas minerais, cada uma com características e propriedades particulares. Há desde água contra problemas diuréticos até algumas para prevenir depressão. O parque é bem cuidado e muito agradável para passear. Lá encontramos os demais componentes de nosso grupo. Depois do almoço gostoso no Hotel Brasil, fomos dar mais uma volta no parque. Eu queria muito fazer uma massagem no spa que fica dentro do parque, mas os horários estavam todos já cheios. Ficará para uma próxima. Aproveitamos para brincar com os gatos do parque, beber mais algumas águas e simplesmente conversar à sombra das muitas árvores. O parque foi criado nos anos 1930 e ganhou notoriedade pela qualidade de suas águas. Agora a água mineral é engarrafada pelo Nestlé, que comprou os direitos há alguns anos. No finalzinho do dia ainda passeamos mais um pouco pelo calçadão. À noite, para acompanhar nosso jantar no hotel, abrimos este Aurora 80 Anos, outro bom vinho brasileiro.

Comentário do Claudio
Ganhei esta garrafa em uma visita que fiz, junto com outros blogueiros, à Cooperativa Vinícola Aurora em junho de 2011. Resolvi guardá-la por algum tempo. Durante a visita provamos o vinho feito em comemoração aos 75 anos da cooperativa e achei que este 80 anos poderia ganhar com um tempo de garrafa. Separando os vinhos para levar para São Lourenço, me lembrei desta garrafa e, com 7 anos de vida, achei que já era hora de provar. Depois de passear durante o dia pelo cidade e pelo agradável Parque das Águas Minerais em São Lourenço fomos jantar no restaurante do Hotel Brasil. Gostei do estilo deste vinho. Perfil mais gastronômico, com notas de terra, couro e frutas escuras, se mostrou muito equilibrado, estilo mais elegante, mais próximo do velho mundo, vinho de característica próxima ao que acho que os tintos brasileiros da Serra gaúcha podem oferecer. Gostei e fiquei com vontade prová-lo novamente, procurando uma boa harmonização.

23 de janeiro de 2015

Em São Lourenço acompanhados pelo Salton Septimum 2009 #winebar

Nome: Salton Septimum
Safra: 2009
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Vinícola Salton

Uvas/Corte: Tannat, Ancelota, Merlot, Cabernet Franc, Teroldego, Cabernet Sauvignon e Marselan
Teor alcoólico: 13 %
Rolha: Cortiça
Numeração: 790 / 7547
Onde foi comprado: Gentilmente nos enviado pelo Winebar
Degustado em: Hotel Brasil, em São Lourenço/MG
Harmonizado com: Diversos pratos com gosto de comida caseira
Com quem: Claudio, Rafaela, Mauro, Marcela e Regina Helena

Comentário do Produtor
Profundo e brilhante na sua coloração, demonstra matizes bordô e rubi. Seu aroma expressa a complexidade da integração de sete castas, em equilíbrio com as mais legítimas características do carvalho. Neste conjunto se distinguem caracteres de frutos secos, notas balsâmicas, frutas vermelhas e negras maduras, além de toques de baunilha e especiarias. No paladar, apresenta um sabor igualmente complexo e estruturado com uma veludada adstringência, devido a seus taninos redondos, e um acentuado final de boca.

Impressões da Rafaela
Desde que conheço a mãe do Claudio, todos os anos ela passa uma temporada em São Lourenço, cidade mineira onde se encontram diferentes fontes de água mineral, cada uma com propriedades particulares. Neste ano, deu tudo certo para passarmos um fim de semana junto com ela e as amigas no Hotel Brasil, um dos empreendimentos mais antigos de São Lourenço. Não conseguimos sair muito cedo do Rio e acabamos chegando para o jantar. Quer dizer, chegamos depois do jantar que ocorre todas as noites no restaurante do hotel, mas na salinha ao lado nos esperavam diversos pratos, inclusive um arroz com feijão bem temperadinho. Claudio e eu decidimos levar dois vinhos para beber no fim de semana. O primeiro aberto foi este Salton, vinho redondinho, de que gostei muito. Logo após o jantar, houve ainda um show em um salão do hotel e a noite de queijos e vinhos.

Comentário do Claudio
Um ótimo vinho feito pela Salton. Recebemos este vinho para uma edição do Winebar. Não tivemos a oportunidade de abri-lo na data da transmissão e resolvemos guardá-lo por alguns meses. Fomos passar o fim de semana na cidade mineira de São Lourenço, famosa por sua fontes de águas minerais. Ficamos hospedados no Hotel Brasil, tradicional hotel que fica ao lado do parque das águas, hotel que meu bisavós e avós frequentavam. Resolvi levar duas garrafas de vinho para bebermos durante o fim de semana e a primeira que abrimos, no dia em que chegamos, foi este Salton. Vinho muito bem feito, de estilo moderno, mas sem exageros de extração de fruta ou madeira. Vinho redondo, de bom corpo, bem equilibrado, taninos macios e leve acidez. Um bom vinho, que vale ser provado, para abrir o passeio em São Lourenço.

22 de janeiro de 2015

François Montand Brut Rosé

Nome: François Montand Brut Rosé
País: França
Região: Jura
Produtor: François Montand

Uvas/Corte: Black granache e cinsault
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Degustado em: 22 de janeiro de 2015
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pratos thai do Orienthai
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Finalmente choveu! Só que foi bem pouquinho - e bem quando estávamos indo buscar a comida thailandesa ali no Orienthai, nosso fast food thai preferido aqui em Botafogo. Depois de tantos dias de seca nem foi tão dramático chegar em casa com os braços molhados. Este espumante combinou muito bem com o clima da noite.

Comentário do Claudio
Exame visual: Aquela cor clássica de casca de cebola.
Exame olfativo: Bem interessante, com notas de fruta madura misturado com algo de pão e notas doces.
Exame gustativo: Um espumantes feito com uvas diferentes das que estamos acostumados a beber. Em boca se mostrou leve, com boa acidez, leve cremosidade e bastante vivo. Mostrou-se um espumante fácil de se beber e bem versátil. Acompanhou bem nossa comida thai.

19 de janeiro de 2015

Leve como uma noite de verão: Quinta do Bonifácio Brut Edição Limitada 2014

Nome: Quinta do Bonifácio
Safra: 2014
País: Brasil
Região: Caxias do Sul, Rio Grande do Sul
Produtor: Don Bonifácio

Uvas/Corte: Chardonnay
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 38,00
Onde foi comprado: Tumelero Bebidas, em Caxias do Sul
Quando foi comprado: 18 de dezembro de 2014
Degustado em: 19 de janeiro de 2015
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Sushi do Matsuda
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Véspera de feriado, calorão e vontade de comer sushi resultaram em uma ida ao Matsuda e na abertura deste espumante comprado recentemente em Caxias do Sul por indicação do vendedor da loja Tumelero Bebidas. É um espumante bem leve, ideal para acompanhar jantares descompromissados. A conversa na varanda estava tão boa que deu até preguiça de ir pegar nossos bloquinhos para fazer anotações sobre o espumante.

Comentário do Claudio
Mais uma noite quente no Rio. Resolvemos comer comida japonesa e como sempre fazemos compramos no Matsuda e trouxemos para casa. Calor e sushi pedem um espumante. Abrimos este Quinta Don Bonifácio. Espumante feito pelo método Charmat, bem fresco e leve, ele tem um sabor peculiar que me lembrou uva itália e também me remeteu a algum sabor do passado. Funcionou bem com a comida japonesa. Não fizemos anotações sobre o espumante, apenas bebemos sem compromisso.

17 de janeiro de 2015

Existe Sauvignon Blanc e existe Pouilly-Fumé #cbe

Nome: Pouilly-Fumé
Safra: 2011
País: França
Região: Pouilly-Fumé
Produtor: Farl Domaine du Bouchot

Uvas/Corte: Sauvignon Blanc
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Preço: 10,7 euros
Onde foi comprado: Cave des Abbesses, em Paris
Quando foi comprado: Julho de 2013
Degustado em: 17 de janeiro de 2015
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Ravioli de gorgonzola feito em casa
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Tasting notes: Pale green to yellow with golden glints, this Pouilly-Fumé has a well-balanced, very aromatic, fruity and floral nose. It delivers a good finish, typical of this appellation. Perfect balance between freshness and roundness.

Impressões da Rafaela
Eu ando meio implicante com a sauvignon blanc, o excesso de gosto herbáceo me incomoda bastante. Apesar de toda tipicidade deste vinho, consegui perceber o quanto ele é bem feito. Acho que a partir de agora, já avisei o Claudio, sauvignon blanc só se for Pouilly-Fumé. :) Este foi um bom sábado, com comprinhas na feira orgânica, rápida passagem pelo comércio de Botafogo e algumas horas de leitura. Hoje testamos o molde que compramos em Montevidéu para fazermos ravioli. Aprovado! Este verão está sendo o melhor de todos!

Comentário do Claudio
Exame visual: Dourado claro
Exame olfativo: Nariz bem intenso e bem característico da cepa. Destaque para notas de maracujá.
Exame gustativo: Quando o Alexandre passou o tema do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs, fui ver na adega o que tínhamos em casa da uva Sauvignon Blanc. Encontrei uma garrafa de um vinho chileno e este Pouilly-Fumé. A Rafaela anda implicando com esta uva, quando os vinhos apresentam notas vegetais muito intensas, assim resolvi escolher o francês para observar a opinião dela. Ultimamente tenho apreciado muito os vinhos brancos franceses. Elegância, complexidade, pureza, mineralidade fazem os vinhos brancos da França únicos. Com este não foi diferente. Belo vinho do Loire, com muita tipicidade, mas com muita elegância, sem os exageros dos vinhos desta cepa que vemos em alguns representantes do novo mundo. Em boca, um vinho limpo, com muita acidez, notas de maracujá e notas verdes. Vinho de cultura biológica, tem um final de boca longo e marcante. Ótima experiência de mais um vinho certeiro que compramos em Paris na ótima Cave des Abbesses em Paris.

15 de janeiro de 2015

Para espantar o calor: Guatambu Extra Brut

Nome: Guatambu Extra Brut
Safra: 2012
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Guatambu Estância de Vinhos

Uvas/Corte: Chardonnay 100%
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Cortiça
Garrafa nº: 1.425 de 2.800 produzidas
Preço: R$ 48
Onde foi comprado: Tumelero Bebidas, em Caxias do Sul
Quando foi comprado: 18 de dezembro de 2014
Degustado em: 15 de janeiro de 2015
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Pães e queijos
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Exibe cor verde com tons platinados, perlage fino e abundante, resultando em uma coroa cremosa e persistente. Revela aromas finos de frutas de polpa branca, como ameixa branca e pêra, dando lugar, em segundo plano, a notas delicadas de pão tostado e leveduras. Na boca apresenta-se cremoso, com amplo volume e grande frescor, onde as notas de frutas e leveduras estão em harmonia e equilíbrio.

Impressões da Rafaela
Assim como não sei como consegui sobreviver aos invernos que passei em Esmeralda, sem calefação e sem roupas realmente adequadas ao frio, não sei bem dizer como tenho vencido estes dias de calorão aqui no Rio. Quer dizer, se parar um segundo para pensar, eu saberei dar a resposta - mas aí teria de reformular a primeira frase deste texto. Bom, para acalmar o calorão de 40 graus deste começo de ano no Rio de Janeiro só mesmo com ar condicionado ou espumante. Ou os dois, como tivemos aqui em casa nesta noite. Comprei este espumante por indicação do vendedor da Tumelero, loja de vinhos lá de Caxias do Sul. Foi uma boa compra. Apesar de não ser o meu preferido, trata-se de um espumante bem feito, fresco e maravilhoso para ser aberto no momento atual, especialmente se estiver geladinho no ponto certo.

Comentário do Claudio
Exame visual: Dourado clarinho com perlage fina.
Exame olfativo: Notas florais bem agradável.
Exame gustativo: Um ótimo espumante da Campanha Gaúcha feito pelas mão do enólogo Alejandro Cardozo. Já havia lido muitos comentários sobre os vinhos e sobre o trabalho sério que a vinícola Guatambu vem desenvolvendo em Dom Pedrito, mas ainda não havia provado os vinhos. Este espumante se mostrou muito bem feito, com boa cremosidade em boca, bem seco e com final de boca bem marcado. Boa acidez, foi bem com os queijos e também é refrescante, ajudou na noite quente aqui do Rio. Espumante de ótima qualidade que me deixou com vontade de provar os outros vinhos feitos por lá.

10 de janeiro de 2015

Noite de vinhos perfeitos na companhia dos amigos do Gourmandise

Nome: Champagne Jacquart Bru Mosaïque / Chateau de Coulaine / Grumbach
Safra: - / 2010 / 2010
País: França / França / Alemanha
Região: Champagne / Chinon / Mosel
Produtor: Alliance Champagne / Chateau de Coulaine / Weingut Hermann Grumbach
Importador: Wine / -

Uvas/Corte: Chardonnay, pinot noir e pinot meunier / 100% Cabernet Franc /
Teor alcoólico: 12,5% / 13% / 8%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Wine / Cave des Abesses, em Paris / Vinícola, em Lieser, na Alemanha
Quando foi comprado: 2014 / Setembro de 2011 / Agosto de 2011
Degustado em: 10 de janeiro de 2015
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Pães e queijos
Com quem: Claudio, Rafaela, Marcel e Nina

Comentário do Produtor
Jacquart - A blend where Chardonnay is the dominant grape variety (35%-40%), giving Brut Mosaïque its freshness and delicate aromas. Pinot Noir (35%-40%) adds structure and Pinot Meunier (25% -30%) brings fruit. The grapes are sourced from exceptional terroirs, including the Grands Crus of the Côte des Blancs and the Montagne de Reims. The presence of 20% reserve wine ensures regularity of style, while more than three years ageing and a light dosage of 10g/l result in a balanced and complex champagne.
Chateau de Coulaine - C'est un vin bien structuré, riche en couleur et en matière. La macération dure environ 15 jours, à 25-30°, avec une fermentation malolactique rapide, juste après le pressurage. Il en résulte un "vin de Pâques" typique : première mise en bouteille de l'année, il ne séjourne pas en barrique. A boire jeune, dans les quatre ans.
Grumbach - Botrytisgeprägte Konzentration, spannendes Verhältnis von Säure und voller Süße.

Impressões da Rafaela
Fazia algum tempo que eu não bebia tantos vinhos bons em um único dia. Quando recebemos amigos para jantar, acabamos abrindo mais de uma garrafa, mas nem sempre as escolhas conseguem manter um padrão de qualidade. Neste dia, os vinhos estavam perfeitos! Fiquei muito bem impressionada com este champagne - recomendo ao Claudio que compre várias outras garrafas, pois eu adorei. O segundo vinho também estava ótimo, mas eu estava esperando mesmo para provar este alemão, que comprei por ter gostado bastante em uma degustação realizada em 2011. Nesta noite recebemos nossos queridos amigos do Gourmandise, Nina e Marcel. Fazia um tempão que não nos encontrávamos. Foram horas de muita conversa, risadas, comentários sobre o que fazer ou evitar em viagens, dicas sobre como melhorar receitas de pães, sugestão de quem sabe um dia viajarmos juntos para o Uruguai - ou para o Japão. :)

Comentário do Claudio
Marcel e a Nina (do blog Gourmandise) vieram passar o fim de semana no Rio. Eles foram os primeiros amigos que fizemos através do blog. Sempre é muito agradável e divertido encontrá-los. Acompanhados de bons vinhos fica ainda melhor. Para esta noite escolhi 3 garrafas da Adega. Começamos com o Champagne Jacquart que comprei na Wine. Foi uma boa surpresa, Champagne de excelente qualidade, muito equilibrado e elegante. Superou minhas expectativas, Champagne que recomendo. Como começamos bem a noite, resolvi abrir um vinho tinto do Loire que comprei em Paris na sempre certeira Cave des Abbesses. Um ótimo Chinon. Logo que o colocamos na taça, o Marcel comentou que tinha o perfil de vinho natural, que ele e eu gostamos. Ótima experiência. Para finalizar resolvemos provar um riesling alemão que a Rafaela comprou durante uma visita à vinícola. Estava preocupado se o vinho não seria muito doce, mas foi o contrário: tinha um equilíbrio perfeito entre a doçura e a acidez. Vinho muito bem feito e agradável. Acompanhou as sobremesas do Guerin. Foi uma noite excelente com belos vinhos na companhia dos amigos. Esperamos repetir em breve.

8 de janeiro de 2015

Ganhamos um jantar com vinho português no Irajá

Nome: Vinha Grande
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha

Uvas/Corte: -
Teor alcoólico:
Rolha: Cortiça
Preço: Gentilmente oferecido pela Melina e pelo Marco
Onde foi comprado: Irajá Gastrobar
Degustado em: 8 de janeiro de 2015
Onde Bebeu: Irajá Gastrobar
Harmonizado com: Nhoque de baroa com molho funghi e releitura de um picadinho
Com quem: Claudio, Rafaela, Marco e Melina

Comentário do Produtor
De cor rubi profunda, é um vinho que revela um aroma intenso e complexo. Destaque para as componentes balsâmicas a cedro e caixa de tabaco, florais a esteva e resina, e ainda frutos vermelhos como a amora e groselha. Revela também frutos pretos, nomeadamente ameixa, sempre numa boa integração com a madeira discreta. Na boca tem um bom volume, acidez viva e taninos firmes. O seu final é longo e equilibrado.

Impressões da Rafaela
Fomos convidados pela Melina e pelo Marco para jantar. Eles escolheram o Irajá, restaurante onde fomos apenas uma vez há mais de dois anos. Gostei bastante do pão de queijo com coulis de damasco que escolhi, mas acabei enjoando do prato de nhoque depois da metade. O clima do restaurante é bem agradável, mas com marcação de preço bem elevada. Eu sempre fico em dúvida se o restaurante realmente entrega ao cliente o que cobra, mesmo tendo sido um jantar bem gostoso. Muito obrigada, Melina e Marco!

Comentário do Claudio
Nossos hóspedes nos convidaram para jantar no restaurante Irajá aqui em Botafogo. Foi uma noite muito agradável. O clima do restaurante é muito bom e para acompanhar os pratos o Marco escolheu um vinho português do Douro, o Vinha Grande. Do mesmo produtor do Barca Velha, este é um típico vinho do Douro. Início com um pouco de álcool aparecendo, mas que logo sumiu. Intenso, muita fruta e boa estrutura. Vinha Grande é um bom vinho. Foi um jantar divertido.

7 de janeiro de 2015

Jantar pretensioso: fazendo massa para italianos

Nome: Villagio Grando Brut / Barbeta Prosecco Superiori D.O.C.C
Safra: - / 2010
País: Brasil / Itália
Região: Água Doce, em Santa Catarina / Valdobbiadene
Produtor: Villagio Grando / Casa Vinícola Merotto

Uvas/Corte: Pinot Noir e merlot / prosecco
Teor alcoólico: 12,1% / 11,5%
Rolha: Cortiça
Preço: - / Presente da Melina e do Marco
Onde foi comprado: Cadeg / Deu la Deu, em Copacabana
Degustado em: 7 de janeiro de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Massa com molhos pesto e de tomate
Com quem: Claudio, Rafaela, Marco e Melina

Impressões da Rafaela

Já faz muitos anos que não vou à minha cidade natal, Esmeralda, mas sempre tenho contato com algumas pessoas de lá. É algo que me faz bem. Depois de encontrar por acaso duas antigas contemporâneas de colégio em Punta del Este, nesta semana estamos recebendo uma esmeraldense em casa e seu marido italiano. Fazia já uns 12 anos que eu não me encontrava com a Melina - a última havia sido em Curitiba por acaso. Na primeira noite deles no Rio, fizemos um jantar. Assim como nos arriscamos na noite em que fizemos empanadas para um argentino, neste jantar resolvemos fazer massa para um italiano. Muita pretensão, não? Bom, acho que nos dois casos, acabou dando tudo certo. Como o dia estava superquente, resolvemos abrir espumantes - um brasileiro e um italiano, nos presenteado pelo casal. Foi uma noite bem agradável.

Comentário do Claudio
Logo que chegamos de viagem recebemos em casa visitas, um casal de moradores de Veneza, que estavam de passagem pelo Rio antes de voltarem para a Itália. Melina é gaúcha, de Esmeralda, mesma cidade da Rafaela, e Marco é um verdadeiro italiano. Para o jantar resolvemos preparar uma massa fresca com molho de tomate e pesto para o italiano provar e ver se passávamos no teste. Foi um jantar muito agradável e para beber havia dois espumantes. Começamos pelo sempre correto Villaggio Grando Brut Rosé, sobre o qual já comentamos aqui no blog. Depois passamos para o também agradável Prosecco que eles compraram para bebermos juntos. Não fizemos anotações sobre o vinho, apenas aproveitamos a companhia. 

4 de janeiro de 2015

Na despedida do Uruguai: Pisano Merlot Tannat

Nome: Pisano
Safra: 2012
País: Uruguai
Região: Montevidéu
Produtor: Pisano

Uvas/Corte: Merlot 60% e tannat 40%
Rolha: Cortiça
Preço: 120 pesos a taça
Onde foi comprado: La Fonda del Puertito, em Montevidéu
Quando foi comprado: 4 de janeiro de 2015
Degustado em: 4 de janeiro de 2015
Onde bebeu: La Fonda del Puertito, em Montevidéu
Harmonizado com: Milanesa com papas fritas
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Na outra vez em que fomos a Montevidéu, ficamos bem impressionados com o restaurante La Fonda del Puertito. Por isso, não tivemos dúvida sobre onde seria nosso almoço de domingo. O restaurante é bastante simples, mas tem comidas deliciosas, além de boa carta de vinho. Como no dia anterior tínhamos tido duas experiências com vinhos, achei que era mais adequado pedirmos apenas duas tacinhas - alguém poderia dizer que deveríamos ter bebido água, mas em viagem não abrimos mão da refeição acompanhada por um vinho, ainda mais quando a comida é bem feita. Neste dia, antes de irmos ao aeroporto, passeamos pela orla de Montevidéu, que é bastante bonita, organizada e longa. Compramos um jornal local e ficamos lendo e observando as pessoas no domingo de manhã, fazendo suas caminhadas, pegando um sol ou tomando seus indefectíveis mates.

Comentário do Claudio
Último almoço em terras uruguaias antes de partir para o aeroporto. Depois de passear pela orla pela manhã, escolhemos este restaurante velho conhecido, o La Fonda del Puertito. O lugar é simples e aconchegante e a parrilla é excelente. Carne muito bem assada, macia e saborosa acompanhada por perfeitas papas fritas e os molhos da casa para acompanhar. Acabamos pedindo duas taças de vinho, para não passar em branco. O vinho que era servido em taça é um Pisano de entrada, um equilibrado corte entre Merlot e Tannat. Não tínhamos bebido um vinho dos Pisano nesta viagem e esta taça escoltou muito bem a refeição. Aquele tipo de vinho simples, mas feito para acompanhar comida, me lembrou alguns vinhos italianos, cujo perfil é exatamente este. Belo almoço para fechar nossa temporada uruguaia.

3 de janeiro de 2015

Leve, perfeito para um fim de tarde de verão: Don Pascual Brut Blanc de Noir

Nome: Don Pascual Brut Blanc de Noir
Safra: 2014
País: Uruguai
Região: Montevidéu
Produtor: Juanico

Uvas/Corte: Pinot Noir 85% e shiraz 15%
Teor alcoólico: 11,5%
Rolha: Rosca
Preço: 390 pesos
Onde foi comprado: Bar 62, em Montevidéu
Quando foi comprado: 3 de janeiro de 2015
Degustado em: 3 de janeiro de 2015
Onde bebeu: Bar 62, em Montevidéu
Harmonizado com: Salada 62, chorizo e provolone
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do ProdutorThe principal characteristic of this wine is the intensity of the fruit and typical elegance of those wines with a champagne base. Young, fresh, approachable wine. 
Appearance: Stylish pale salmon colour
Nose: Intense and complex fruity aromas with a touch of wild forest mushrooms and fresh strawberries.
Palate: Balanced and lasting character, harmonious and dry.

Impressões da Rafaela
Depois do lauto almoço na Bouza, a fome era bem pequena à noite. Como estávamos ainda em viagem, resolvemos pedir um último vinho. Pedi para o Claudio escolher algo bem leve. Este rosé atendeu as minhas expectativas muito bem. A salada que comi também foi exatamente o que eu estava precisando para encerrar a maratona gastronômica dos últimos dias. Fechamos o dia com uma caminhada pela orla de Montevidéu, para vermos o elogiado pôr do sol. Mesmo com o vento tentando nos impedir, conseguimos! É realmente muito bonito. Já estou com saudades de nossa temporada em terras uruguaias.

Comentário do Claudio
Nossa última noite no Uruguai foi na pacata e pitoresca capital Montevidéu. Seguimos para o Bar 62 e, aproveitando o clima agradável da noite do verão uruguaio, sentamos em uma mesa na calçada. A fome não era grande e a ideia era pedir algum vinho leve, apenas para a noite não passar em branco depois do nosso belo almoço na Bouza. Don Pascual é a marca de vinhos mais vista nas lojas no Uruguai. Se não me engamo é a marca com maior produção e distribuição. Resolvemos escolher um vinho rosé, da Don Pascual, para acompanhar a agradável noite. Foi uma boa escolha, era o tipo de vinho que procurávamos. Um vinho fácil de se beber, sem complicações, leve, fresco, com leve notas de frutas frescas e bem feito. Vinho muito correto para nossa noite em Montevidéu.

Restaurante da Bodega Bouza: sempre uma excelente experiência gastronômica

Nome: Albariño
Safra: 2014
País: Uruguai
Região: Montevidéu
Produtor: Bodega Bouza

Uvas/Corte: Albariño
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Preço: 600 pesos
Onde foi comprado: Bodega Bouza
Quando foi comprado: 3 de janeiro de 2015
Degustado em: 3 de janeiro de 2015
Onde bebeu: Restaurante da Bodega Bouza, nos arredores de Montevidéu
Harmonizado com: Pães e pratos deliciosos
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Levantamos cedinho neste dia para liberarmos nosso apartamento. Queríamos também cair logo na estrada, ou melhor, queríamos que chegasse logo a hora do almoço, pois ele seria na Bodega Bouza, onde almoçamos no começo de 2012. Novamente tivemos uma ótima experiência. Eu sou apaixonada pelos pães servidos no couvert do restaurante. São excelentes. Desta vez comi um peixe com spätzle verde, delicioso. Para acompanhar, tive o prazer de beber mais um albariño. Depois passeamos um pouco pela bela vinícola e seguimos para nossa última noite no Uruguai.

Comentário do Claudio
Um programa imperdível para quem vai para o Uruguai é visitar a Bodega Bouza e comer no excelente restaurante que existe ali. Quando planejamos nossa viagem a Punta del Este, arrumamos um jeitinho de passar por Montevidéu para irmos à Bouza (que fica bem pertinho da capital uruguaia). O lugar é bonito, muito bem cuidado, os vinhos são excelentes e tanto a comida quanto o serviço do restaurantes são impecáveis. Você pode escolher em fazer uma degustação com 4 vinhos diferentes ou escolher uma garrafa entre os vinhos produzidos por lá. O dia estava quente, um belo sol, não resistimos e bebemos novamente um Albariño, sobre o qual já comentamos alguns post abaixo. Mesmo sendo o meu prato um delicioso cordeiro, a excelente acidez do vinho proporcionou uma boa harmonização. Recomendo muito o vinho, a visita e o restaurante da Bouza.

2 de janeiro de 2015

Catamayor Tannat 2011, um vinho que não faz muito feliz

Nome: Catamayor Reserva de Família
Safra: 2011
País: Uruguai
Região: San Jose
Produtor: Bodegas Castillo Viejo

Uvas/Corte: Tannat
Teor alcoólico: 14%
Rolha: Cortiça
Preço: 480 pesos
Onde foi comprado: El Palenque, em Punta del Este
Quando foi comprado: 2 de janeiro de 2015
Degustado em: 2 de janeiro de 2015
Onde bebeu: El Palenque, em Punta del Este
Harmonizado com: Cordeiro e frango na parilla
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Rojo con tonalidades violáceas, frutos rojos, frutos pasificados, chocolate amargo, acompañan en justa medida a dulces notas de roble tostado, boca intensa larga y equilibrada.

Impressões da Rafaela
Combinamos de resolver coisas práticas neste último dia em Punta, como colocar postais no correio, dar uma olhada nas lojinhas do Centro e, depois, quem sabe, ir à praia. Ainda bem que combinamos fazer outras coisas, pois ir à praia naquele dia estava meio difícil por causa do vento. Decidimos então dar um pulo em José Ignácio. Quando estávamos perto do La Huella, ouvi alguém chamar meu nome e quando olhei eram duas contemporâneas minhas de colégio: Januza e Karine, lá de Esmeralda. Foi engraçado, pois Punta não é exatamente um lugar pequeno. Logo depois voltamos ao centro, fizemos umas últimas comprinhas de doce de leite Lapataia e fomos arrumar nossas malas e nos prepararmos para o tão esperado jantar no El Palenque. Na hora de pedir o vinho, Claudio confundiu dois nomes com "reserva de família" e ao invés do Carrau o garçom acabou trazendo este Catamayor. Pressionado, Claudio disse que ele poderia abrir aquele mesmo. Aprendemos uma lição: nunca escolha um vinho sob pressão! A comida estava boa, assim como a sobremesa depois, mas o vinho deixou bastante a desejar, infelizmente. Posso ser injusta, mas espero demorar para beber o próximo Catamayor.

Comentário do Claudio
Fomos jantar no El Palenque, tradicional restaurante de parrilla com loja em Montevidéu e esta em Punta. Pedi uma suculenta e deliciosa picanha de cordeiro que estava muito bem assada. Na hora de escolher o vinho eu acabei fazendo uma confusão. Estava vendo um vinho da Carrau, mas por engano acabei falando e apontando na carta um outro vinho para o garçom. Quando ele chegou com o vinho vi que tinha pedido errado, mas não pedi para trocar e resolvi arriscar este Tannat Reserva de Família. Infelizmente era um estilo de vinho que não curto muito e que não queria beber. Um vinho com visual tintoso, mas em boca se mostrou um tanto magro. Notas de frutas não bem resolvidas misturadas com notas químicas. Final de boca curto e de um estilo que não me agradou. A bela picanha ficou sem companhia à altura. Não fomos felizes na nossa tentativa de arriscar na escolha do vinho.

1 de janeiro de 2015

Nada como começar o ano com um bom vinho: Bouza Merlot 2013

Nome: Bouza Merlot
Safra: 2013
País: Uruguai
Região: Montevidéu
Produtor: Bodega Bouza

Uvas/Corte: Merlot
Teor alcoólico: 14%
Rolha: Cortiça
Numeração: 1.621 de 11.346
Preço: 450 pesos
Onde foi comprado: El Secreto, em Punta del Este
Quando foi comprado: 1º de janeiro de 2015
Degustado em: 1º de janeiro de 2015
Onde bebeu: El Secreto, em Punta del Este
Harmonizado com: Provolone, chorizo e batatas fritas
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Neste primeiro dia de 2015, começamos visitando a Casa Pueblo, lugar inspirador construído pelo artista uruguaio Carlos Paéz Vilaró. Depois tentamos ir à praia, mas o vento nos fez ficar apenas uma horinha na areia. À noite, resolvemos comer algo próximo do Porto. Escolhemos este restaurante que fica de frente para o rio. No horário em que fomos, só havia brasileiros. Quando estávamos indo embora, notamos que era o horário de chegada dos uruguaios. Vimos o pôr do sol comendo comidinhas gostosas e bebendo este vinho excelente. Não podíamos ter escolhido melhor vinho para começar o ano. Vinho gostoso, bem feito, daqueles que você bebe sem pensar, mas com muita satisfação.

Comentário do Claudio
Se fechamos o ano com um vinho branco da Bouza, resolvemos começar o ano com um tinto da mesma vinícola. Seguimos no final do dia para a região do porto e acabamos no restaurante El Secreto. Conseguimos uma mesa bem na janela com uma ótima vista do pôr do sol.
A carta de vinhos não era tão extensa e vi que este Merlot estava com um excelente preço. Foi uma bela escolha. Vinho muito bom, com ótima tipicidade, corpo médio, notas de ameixa. Vinho muito agradável e elegante. Taninos macios e acidez correta. Foi uma ótima escolha e acompanhou bem tanto o chorizo e o provolone (que vieram direto da parrilla) quanto o belo entardecer em Punta del Este. A Bouza está mostrando cada vez mais cuidado com seus vinhos. Excelente vinícola.