21 de março de 2015

Pizza e vinho, combinação perfeita!

Nome: Vivanco Crianza
Safra: 2010
País: Espanha
Região: Rioja
Produtor: Dinastia Vivanco

Uvas/Corte: Tempranillo 100%
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: Cortiça

Degustado em: 21 de março de 2015
Onde Bebeu: Ferro e Farinha
Harmonizado com: Pizzas diversas
Com quem: Claudio, Rafaela, Nina e Marcel

Comentário do Produtor

Color cereza brillante. Aromas intensos a fruta fresca madura, con notas especiadas y de regaliz, acompañado de elegantes aromas tostados y ahumados. En boca se muestra fresco y goloso, con un paso de boca elegante, persistente y muy equilibrado.

Impressões da Rafaela
Há quem goste de comer pizza com cerveja ou mesmo ache que ela fica perfeita com uma coca-cola. Eu prefiro com vinho. Por isso, quando a Nina e o Marcel sugeriram conhecer a nova pizzaria que abriu no Catete logo pensamos em levar um vinho. Lá a taxa de rolha é bem convidativa: R$ 12,50 (em março/2015). Claudio escolheu este vinho, que apesar de estar um pouco fora da temperatura ideal foi muito bem com a pizza. A Ferro e 
Farinha tem apenas cinco meses de funcionamento. Uma portinha no Catete. Dentro há um balcão, de onde se pode assistir à preparação das pizzas. No lado de fora, três mesas longas. Chegamos bem cedo. Se não fosse assim, teríamos de entrar na longa fila de espera. Em determinado momento havia mais de 20 pessoas de pé à espera de uma mesa. Alguns até migraram para o boteco ao lado. A pizza é realmente muito boa, eu fiquei bastante satisfeita. Pretendemos voltar em breve. Acabamos pedindo quatro pizzas, mas três teriam dado conta da nossa fome facilmente. O cardápio é bem enxuto, mas as opções são tentadoras.

Comentário do Claudio
O dia foi cheio. Na hora do almoço fomos na Casa do Sardo, restaurante italiano que fica em São Cristóvão com ótimas massas e preços bem justos. Bebemos uma meia garrafa de um correto Montepulciano D'Abruzzo, o Ritratto di Costa 2013, vinho básico, mas feito para acompanhar um prato despretencioso de massa. Seria aquele típico vinho da casa em restaurantes na Itália. Uma refeição fica sempre melhor com vinho. À noite marcamos de encontrar os amigos Marcel e Nina que estavam no Rio. Eles sugeriram de provarmos as faladas pizzas da Ferro e Farinha, pequena pizzaria no Catete comandada por um norte-americano. Resolvi levar uma garrafa do sempre agradável e bem feito Vivanco Crianza. Apesar de estar fora da temperatura ideal, funcionou bem com as pizzas muito bem feitas da casa. Um vinho fácil de se beber e de se gostar. Recomendo. A noite foi muito agradável.

14 de março de 2015

Jantar perfeito: Il Borgo del Conte harmonizado com Chianti

Nome: Chianti Colline Pisane Podere il Ceno
Safra: 2011
País: Itália
Região: Chianti Colline Pisane
Produtor: Sorelle Palazzi

Uvas/Corte: Sangiovese 85%, Malvasia Nera e Canaiolo 15%
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: Cortiça
Preço: -  

Onde foi comprado: Lavinia, Paris
Quando foi comprado: Maio de 2014
Degustado em:  14 de março de 2015
Onde Bebeu: Restaurante Il Borgo del Conte, em Botafogo, Rio de Janeiro, que cobrou R$ 35 de taxa de rolha
Harmonizado com: Camembert aquecido com figo e mel, tagliatele al ragú e gnochi al ragú
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Vendemmia: manuale , fine settembre; Vinificazione: tradizionale con rimontaggi giornalieri; Colore: rosso rubino intenso con leggeri riflessi violacei; Profumo: intenso di frutta rossa matura dove l’amarasca predomina su tutto; Sapore: morbido con buona intensità tannica.


Impressões da Rafaela
Escolhemos este sábado para um jantar especial no ótimo Il Borgo del Conte, restaurante italiano relativamente novo que fica em Botafogo, perto da Cobal. O restaurante é conduzido pelo dono, o simpático italiano Angelo, que recebe os clientes com um aperto de mão e que faz você se sentir como se estivesse sendo recebido na casa dele. E o mais importante: a comida é saborosa! Ao saber que a taxa de rolha custava R$ 35, pensamos em levar nosso próprio vinho. Eu havia comprado este vinho em uma viagem à França - sou daquelas que está numa ótima loja de franceses, mas não resiste a um Chianti. O vinho estava bom, mas tinha um amarguinho chato no final, sabor que desapareceu tão logo chegaram os pratos. Aí ficou redondinho, prova de que foi feito para acompanhar a comida. Eu fiquei muito satisfeita com tudo. Espero voltar em breve ao restaurante.

Comentário do Claudio
Um ótimo e típico jantar italiano no agradável restaurante Il Borgo del Conte em Botafogo. Resolvemos levar nossa garrafa de vinho e o escolhido foi este Chianti que a Rafaela tinha comprado na Europa. Uma coisa que eu gosto muito nos vinhos italianos é que muitos deles foram feitos para acompanhar a comida. Este Chianti é um típico exemplo disto. Antes de nossos pratos chegarem, se mostrou um vinho interessante, mas sem um brilho especial. Quando os pratos chegaram, o vinho mostrou a que veio. Uma perfeita harmonização, que valorizou tanto o prato quanto o vinho. Equilibrado e agradável, um vinho sem dúvida gastronômico. Foi um ótimo jantar.

13 de março de 2015

Leopoldina Merlot 2011 - Casa Valduga

Nome: Leopoldina
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga

Uvas/Corte: Merlot 100%
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 68

Onde foi comprado: Restaurante La Forneria em Vitória da Conquista, BA
Quando foi comprado: 13 de março de 2015
Degustado em:  13 de março de 2015
Onde Bebeu: Restaurante La Forneria em Vitória da Conquista, BA
Harmonizado com: Filet au Poivre
Com quem: Claudio e Gilberto

Comentário do Produtor
Visão: Coloração rubi com tons violáceos. Olfato: Aromas de amora, cacau, especiarias doces e baunilha. Paladar: Encorpado, taninos macios e retrogosto longo com notas amadeiradas. Excelente persistência gustativa, com revelador toque de frutas maduras.


Comentário do Claudio
Depois de três dias rodando pelo sul da Bahia em função de um trabalho, para fechar a viagem fomos jantar no restaurante La Forneria em Vitória da Conquista. Local de ótima comida, ambiente agradável e serviço perfeito. Dei uma olhada na carta de vinhos e dentre algumas opções vi este Merlot da Casa Valduga. Já tinha algum tempo que não bebia um vinho tinto deles e resolvi arriscar este Merlot. Muito agradável e equilibrado, escoltou bem os pratos. Não fiz anotações, mas foi um vinho fácil de se beber, bem feito, um interessante Merlot nacional. Vale provar.

9 de março de 2015

Brindando a vida com .Nero Rosé

Nome: .Nero Rosé
Safra: -
País: Brasil
Região: Garibaldi
Produtor: Domno do Brasil

Uvas/Corte: : Chardonnay 60% e Pinot Noir 40%
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 34,90

Onde foi comprado: Egg Show, Cadeg, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 9 de março de 2015
Degustado em:  9 de março de 2015
Onde Bebeu: Em casa
Harmonizado com: Comida thai, do Orienthai
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Análise sensorial: Coloração vermelho cereja, perlage fino e persistente. Aroma com notas de frutas vermelhas como morango e framboesa. Frutado, equilibrado e com boa persistência. Consumo: 06º a 08ºC Harmonização: Saladas, pratos frios, peixes, camarão, massas com molhos pouco condimentados e sobremesas não muito doces, a base de frutas vermelhas.


Impressões da Rafaela
No ano passado fizemos uma recepção no trabalho, na qual foi servido este .Nero Rosé, vinho de qualidade boa e ótimo preço. Claro que no ano passado, quando havia menos impostos no Rio, o preço era bem melhor. De R$ 26,90 em outubro passou para R$ 34,90 agora. Mesmo assim ainda continua sendo uma compra com bom custo/benefício. Inspirados pela boa experiência, além de comprarmos garrafas para uma nova recepção, aproveitamos, nós a equipe, para encomendarmos também algumas garrafas. Eu comprei uma e logo já a abrimos em casa. É um espumante leve, refrescante, mas com um sabor marcante. Eu gosto bastante. Esta é uma bebida ideal para momentos felizes. 


Comentário do Claudio
A Domno é uma empresa da família Valduga que, além de importar vinhos, produz espumantes pelo método Charmat. Enquanto a Casa Valduga só produz espumantes pelo método tradicional, a Domno ficou com os feitos pelo método Charmat, com resultados bastante consistentes. Este .Nero Rosé se mostrou um ótimo espumante, com uma boa relação custo/benefício. No nariz, leves notas de morango e framboesa. Cor salmão intenso e perlage fina este equilibrado corte de Pinot com Chardonnay, em boca mostrou ser fresco, agradável, de acidez moderada e boa cremosidade. Tem uma estrutura que o deixa versátil, podendo-se bebê-lo sozinho ou acompanhando comidas leves. Uma boa opção que vai agradar.

7 de março de 2015

Sábado com inspiração argentina: empanadas e malbec

Nome: Altos Las Hormigas
Safra: 2013
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Altos Las Hormigas

Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: 13,9%
Rolha: Cortiça

Degustado em: 7 de março de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Empanadas de carne e empanadas de camarões
Com quem: Claudio e Rafaela


Impressões da Rafaela
Havíamos prometido à Érika que enviaríamos a receita de empanadas para ela. Então resolvemos testar novamente um recheio inventado pelo Claudio. Depois de algumas horas de estudos, passamos outras tantas na cozinha para preparar nossa empanadas. Ficaram excelentes! :) Na hora de degustá-las, resolvemos abrir um vinho argentino para harmonizar. O vinho é simples, mas bem gostoso. Foi uma boa recompensa para todo o trabalho.

Comentário do Claudio

Noite de empanadas caseiras. Resolvemos fazer nossa receita de empanadas e nada melhor que abrir um malbec argentino para acompanhar a iguaria portenha. O escolhido foi este clássico Alto de las Hormigas, vinho bastante conhecido e com uma boa reputação. É um vinho descomplicado, fácil de se beber e que vai agradar. Um malbec sem muita potência, frutado e agradável, um vinho que não compromete. Na noite de inspiração argentina a estrela foi a empanada!

6 de março de 2015

Vinhos excelentes à altura da companhia: Ave Julio Caesar e Il Rosso dell'Abazia

Nome: Ave Julio Caesar / Il Rosso dell'Abazia
Safra: 2010 / 2004
País: Argentina / Itália
Região: Mendoza / Nerveza della Bataglia, Montello
Produtor: Italian Winemakers in the New World / Serafini & Vidotto

Uvas/Corte: Cabernet Franc 70% e Malbec 30% / Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot
Teor alcoólico: 14,2% / 13%
Rolha: Rosca
Onde foi comprado: Gentilmente aberto por Déco Rossi / Itália

Quando foi comprado: - / Julho de 2013
Degustado em: 6 de março de 2015
Onde Bebeu: La Bottega del Vino, no Leblon, Rio de Janeiro
Harmonizado com: Massa com molho de tomates (moças) e ravioli de cordeiro (rapazes)
Com quem: Claudio, Rafaela, Déco e Juli

Comentário do Produtor
Il Rosso dell'Abazia - Our Rosso is of a ruby red bright color with slight reflections of pomegranate and it has an optimum texture. The first impression in the nose is captivating and shows a complex fruitiness including a hint of dried red plums, sour cherries and candied citrus fruits. After that you can observe a hint of herbs of hay, aromatic herbs, myrtle berries and bay as well as impressions of flowers as for example bloomed violets and eucalyptus. In the mouth the perception is fresh and at the same time warm, comfortable and pleasant. The wine opens to its “young” but soft and harmoniously integrated tannins; the finish is long, fruity and spicy with a harmonic and persistent body. Serve with tasty meals like red meat, pheasant or mature mountain-cheese.


Impressões da Rafaela
Nos últimos anos, o início do mês de março vem sendo marcado pelo Encontro de Vinhos, feira organizada pelos amigos blogueiros Beto Duarte e Daniel Perches. Desta vez, a feira ocorreu na sede do Fluminense, palacete bonito que fica ali em Laranjeiras - onde eu costumava almoçar quando trabalhava no prédio do consulado alemão. Se não me falha a memória, todos os anos o Déco está presente. Desta vez, ele veio com a esposa, a simpática Juli. Combinamos então de jantar na noite seguinte. Por sugestão da Juli, escolhemos La Bottega del Vino, restaurante que fica no Leblon. Levamos nossos próprios vinhos, que foram bem recebidos pelo sommelier da casa. Realmente os vinhos eram excelentes. É tão bom provar vinhos bons. Duro depois é voltar à realidade dos vinhos apenas bonzinhos. Gostei especialmente do Ave, talvez por ter sido o primeiro a ser degustado. O prato que pedi, por influência da Juli, estava também excelente. Foi um jantar muito agradável. Tomara que possamos repeti-lo em breve.

Comentário do Claudio
As últimas vezes em que o Déco veio ao Rio, ele trouxe na bagagem uma garrafa de algum vinho argentino da uva Cabernet Franc para bebermos juntos. Desta vez não foi diferente. Por indicação da Juli, fomos jantar do Bottega del Vino no Leblon. Além do vinho que o D trouxe, levei uma garrafa de um vinho italiano que já queria provar há algum tempo. Ao chegar ao restaurante, o sommelier da casa era argentino e engrenou em um papo com o Déco. Além de conhecer o Ave Julio Caesar, ele irá importar os vinhos desta vinícola para o Brasil. Primeira dúvida da noite: qual vinho beber primeiro? Imaginamos que o argentino estaria mais potente, enquanto o italiano ganharia em complexidade pela sua idade. Abrimos as duas garrafas e logo no primeiro gole tivemos a certeza que a noite seria com dois diferentes e excelentes vinhos. Optamos por iniciar com o argentino. Já tinha provado um vinho desta vinícola lá em Buenos Aires. Este corte de Cabernet Franc (predominante) com Malbec estava muito interessante. A Cabernet Franc se mostrou muito presente, com intensidade e elegância. Um belo vinho que ainda vai ganhar com tempo em garrafa. Passamos para o vinho italiano, que estava no Decanter. Comprei este vinho na última vez em que estivemos na Itália. Escolhi este rótulo por ter a Cabernet Franc no corte e por ser da safra 2004, já com alguns anos de vida. O vinho não decepcionou. Mostrou muito equilíbrio e boa complexidade. Vinho de estilo Velho Mundo, do estilo que gosto e na idade certa para ser bebido. Belo vinho. A noite foi muito agradável, bom papo e dois vinhos bem diferentes, mas excelente em seus estilos.

5 de março de 2015

Visita ao Encontro de Vinhos no Rio de Janeiro

No dia 5 de março de 2015, Beto Duarte e Daniel Perches fizeram mais uma bem-sucedida edição do Encontro de Vinhos no Rio de Janeiro. Desta vez, a feira de vinhos foi realizada no belo palacete do Fluminense em Laranjeiras. O público superou as expectativas.

Impressões da Rafaela
Chegamos apenas no final do dia, mas o encontro estava bombando, como se diz aqui no Rio. Provei alguns vinhos de que gostei muito: como o espumante Luiz Argenta e a coleção completa de Carmelo Patti. Este produtor me lembra a viagem que fiz a Mendoza em 2008. A todo lugar que eu ia, em cada loja que entrava, lembro-me que todo mundo comentava sobre Carmelo Patti. Fiquei muito contente de provar os vinhos novamente. No encontro também tomei um golinho de um novo vinho da Guatambu, gentilmente oferecido pela Ju Gonçalves, uma apaixonada por esta vinícola. Valeu, Ju! Agora só nos resta esperar a edição do próximo ano.

Comentário do Claudio
Acompanho o Encontro de Vinhos aqui no Rio de Janeiro desde sua primeira edição. Desta vez o evento cresceu, mudou de lugar e bateu recorde de visitantes. Tive um dia cheio de compromissos e só pude chegar depois de 18h. Quem costuma ir a eventos de vinho sabe que esta é a hora mais cheia de visitantes, mas mesmo assim o amplo salão do clube suportou bem o público. Acabei não provando muitos vinhos, mas dentro do que provei destaco a linha completa dos excelentes vinhos do Carmelo Patti. Provei também alguns vinhos da vinícola brasileira Luiz Argenta. Já não experimentava esses vinhos há algum tempo e fiquei muito surpreso com a bela evolução em qualidade. Fiquei com vontade de prová-los novamente com calma. O evento foi bom para rever alguns amigos e bater papo. Parabéns ao Beto e ao Daniel pelo sucesso do Encontro de Vinhos no Rio.