29 de agosto de 2015

Da'divas Brut

Nome: Dadivas Brut
País: Brasil
Região: Encruzilhada do Sul
Produtor: Lidio Carraro

Teor alcoólico: 14,5%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Cadeg
Quando foi comprado: 
Degustado em: 29 de agosto de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pães caseiros
Com quem: Claudio e Rafaela

Descrição do produtor: 
Coloração amarelo-palha com reflexos dourados, destaca-se pelo perlage fino e abundante.
Seu aroma remete a frutas cítricas como maçã verde, abacaxi e frutas como melão e pera, com nuances de flores brancas. Paladar delicado, seco e fresco, cremosidade em boca e boa persistência final. Uma experiência que não pode passar sem ser percebida.


Impressões da Rafaela
Espumante bem gostoso, que foi muito bem com os pães feitos em casa e os queijos. No final da noite e durante a madrugada Claudio preparou pãezinhos para levar ao café da manhã da minha colega Ursula. Foi um sucesso. Nesta noite também teve superlua, algo que passou a ser noticiado nos últimos tempos cada vez com mais frequência.

Comentário do Claudio
Gosto dos vinhos da Lidio Carraro. A linha Da`divas sempre se mostrou consistente e agradável, mas ainda não tinha bebido nenhum espumante deles. Este foi uma boa surpresa. Um espumante bem feito, com leves notas cítricas em boca, boa acidez, fresco, leve e agradável. Foi uma boa companhia para os pães. Vale provar, fica a dica.

27 de agosto de 2015

Rio Gastronomia, feira que vale a pena conferir

Nome: Tabali Reserva
Safra: 2012
País: Chile
Região: Limarí Valley
Produtor: Tabali

Uvas/Corte: Syrah 100%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado e degustado: Rio Gastronomia, no Jockey Club do Brasil
Quando foi comprado e bebido: 27 de agosto de 2015
Harmonizado com: Comidinhas vendidas nos food trucks do evento
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do produtor
Deep red colour. In the palate is full bodied, with plums and black cherry flavours, elegant and well balanced . Very attractive wine that shows all the potential of Limarí valley in this variety with a good ageing potential. Great structure and remarkably long finish.

Impressões da Rafaela
Se tem algo que eu adoro é uma feira com diversas opções de comidinhas e bebidas gostosas. Mesmo antes da modinha dos food trucks, o jornal O Globo já organizava uma feira muito legal, a Rio Gastronomia. Em 2015, a feira ainda foi no Jockey. Neste ano será realizada no lugar preferido do momento, o Porto Maravilha. No ano passado compramos este vinho que harmonizou muito bem com o clima da noite friazinha e com as comidas gostosas que escolhemos. Foi ótimo. Neste ano já estamos planejando participar novamente. O Rio Gastronomia 2016 será de 4 a 13 de novembro.

Comentários do Claudio
O Rio Gastronomia é um evento bem bacana, ano passado ele aconteceu no Jockey Club. Sempre muito bem organizado e com um clima bem gostoso para você provar comidinhas e beber um vinho. Compramos uma garrafa de outro vinho que sempre mostra regularidade, o Tabali Syrah. Esta uva se deu muito bem na região de Limari e sempre que provamos este vinho ele se mostra bastante agradável, bem feito, uma ótima pedida por um custo bom. Fica a dica do vinho e do evento.

26 de agosto de 2015

Abraxas 2007

Nome: Abraxas
Safra: 2007
País:Uruguai
Região: Lomas de la Paloma
Produtor: Domínio Cassis

Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Encontro de Vinhos
Degustado em: 26 de agosto de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Comidas Voilà
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Este vinho traz boas lembranças.

Comentário do Claudio
Este Abraxas é um vinho clássico e icônico. A safra 2002 foi marcante e gerou um vinho memorável, se tornando objeto de desejo dos apreciadores desta cepa e dos vinhos do Uruguai. Em um encontro de vinhos realizado em São Paulo, um dos expositores era exatamente a Domínio Cassis e ele tinha algumas garrafas para venda da safra 2007. Comprei e deixei na adega por algum tempo. Resolvemos abrir este dia e ele se mostrou um belo vinho. Tinha menos estrutura e potencial de envelhecimento que o 2002, já estava no tempo certo para ser aberto. Não perdeu seu estilo de vinho do velho mundo, já maduro, com leves notas de envelhecimento. Um vinho sem excessos, prazeroso e feito num estilo que me agrada muito. Tempos depois conseguimos comprar em Punta del Este algumas garrafas da safra 2002, mas isto será história para outros post.

21 de agosto de 2015

Jantar com amigos acompanhado por vinhos brasileiro e libanês

Nome: Aracuri / Cuvée de Printemps
Safra: 2014 / 2013
País: Brasil / Líbano
Região: Campos de Cima da Serra, RS / Valee de la Bekaa
Produtor: Aracuri / Chateau Ksara

Uvas/Corte: Pinot Noir / Gamay e Tempranillo
Comprado e degustado em: 21 de agosto de 2015
Onde Bebeu: Bistrô Ouvidor, em Botafogo, Rio de Janeiro
Com quem: Claudio, Rafaela, Tiago e Débora

Impressões da Rafaela
O Bistrô Ouvidor fica entre a nossa casa e a casa do Tiago e da Débora. Já aconteceu algumas vezes de nos encontrarmos ali para jantar e colocar a conversa em dia. Nesse dia não foi diferente, mas havia dois motivos especiais para celebrar: o casamento do Tiago e da Débora marcado para outubro e a notícia de que estavam esperando um bebezinho - que já nasceu e se chama João. :) O jantar, como sempre, foi superagradável. Ficamos muito felizes com o encontro, o convite e a notícia.

Comentário do Claudio
Encontramos a Débora e o Tiago no Bistro Ouvidor e acabamos jantando juntos. Em uma noite muito agradável, bebemos duas garrafas de vinhos. Abrimos com o bem equilibrado e interessante Pinot da Aracuri, mais uma vinícola dos Campos de Cima da Serra. Vinho que mostra boa evolução a cada safra e a boa adaptação da Pinot nesta região gaúcha. O segundo vinho da noite foi escolhido pelo Efraim, sommelier e até então sócio da casa que conhece tudo de vinhos. Ele apostou que não descobriria de onde era o vinho que ele tinha escolhido... Realmente foi uma surpresa, um diferente e bem feito vinho libanês que acompanhou bem a noite. Foi um jantar muito agradável.

20 de agosto de 2015

Do #winebar: irRosso di Casanova di Neri

Nome: irRosso di Casanova di Neri
Safra: 2013
País: Itália
Região: Sant'Antimo Doc Rosso, Montalcino, Toscana
Produtor: Casanova di Neri

Importadora: Expand

Uvas/Corte: Sangiovese e colorino
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: Cortiça

Onde foi comprado: Gentilmente nos presenteado pelo Winebar
Degustado em: 20 de agosto de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Massa caseira com manteiga e sálvia
Com quem: Claudio e Rafaela


Produtor:
Questo vino nasce dalle nostre uve dei vigneti de "Le Cetine" posti a sud di Montalcino dove nascono il Brunello Tenuta Nuova ed il Rosso di Montalcino. E' ottenuto da uve Sangiovese Grosso e Colorino (impiantato riproducendo delle vecchie piante che trovammo nei nostri vigneti più vecchi). Abbiamo cercato di produrre un vino di grande tipicità e legame con la nostra terra ma con lo stile e le caratteristiche dei vini di Casanova di Neri. Si lascia bere subito o conservato qualche anno potrà dare maggiori soddisfazioni.

Impressões da Rafaela
Um belo dia o Claudio chegou em casa e havia uma caixa na recepção nos esperando. Dentro dela, este vinho de Montalcino. Uns dias depois descobrimos que ele seria o tema do próximo Winebar. Quando chegou o dia da apresentação, não conseguimos abri-lo. Aproveitamos que faríamos uma massa caseira no sábado para prová-lo. Talvez a harmonização ideal seja com carne, mas o que posso dizer é que gostei muito dele acompanhando a nossa massa ao "burro e sálvia". É um vinho muito gostoso. Bateu uma saudade de nosso passeio por Montalcino. Creio que está na hora de voltarmos.

Comentário do Claudio

Mais um belo vinho apresentado no Winebar. Além deste, mostrou-se os excelentes vinhos da vinícola Casanova di Neri importados pela Expand. Este irRosso é um vinho com o espírito italiano. Um corte de Sangiovese e Colorino, típico italiano que cresce com um belo jantar. Mesmo não escolhendo a harmonização perfeita, nosso molho ao burro e sálvia não fez feio e ajudou a criar o espírito italiano na noite. Vinho bem feito, de boa intensidade em boca, ainda jovem e com potencial para envelhecer um pouco, tem um estilo que me agrada muito. Em boca mostra boa fruta vermelha misturado com algo levemente picante, gostoso de beber, é daqueles vinhos que a garrafa acaba rápido e você fica com vontade de beber mais uma taça. Boa experiência. Recomendo.

15 de agosto de 2015

Presente especial: Tapada do Chaves 2009

Nome: Tapada do Chaves
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo, Alto Alentejo, Portalegre
Produtor: Tapada do Chaves

Uvas/Corte: Trincadeira, aragonez e alicante bouschet
Teor alcoólico: 14,5%
Rolha: Cortiça
Preço: Gentilmente presenteado ao Claudio pelos alunos
Degustado em: 15 de agosto de 2015
Onde Bebeu: Em casa, em Botafogo, Rio de Janeiro
Harmonizado com: 
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Vinho especial para comemorar três dias plenos de estudos. Claudio também mostrou-se produtivo, fez pães para nossa amiga Marie. Aproveitamos hoje para buscar produtos na Junta Local. Neste dia fizemos um brinde de boa sorte ao Ricardo e à Raquel, que se mudaram para a Holanda com o filho Tito. Este vinho mostrou-se muito bom. Bem que os alunos poderiam dar mais presentes deste patamar ao professor.

Comentário do Claudio
Ganhei este vinho de aniversário de um grupo de alunos da PUC. Esses alunos fizeram um excelente projeto durante o período, premiado em um concurso. Durante a festinha para comemorar o prêmio, fui presenteado com este belo alentejano. Um típico vinho português da região do Alentejo, com boa intensidade em boca, taninos vivos e final  marcante, concentrando sabores no céu da boca. Cresceu depois de um tempo respirando na taça, tem potencial para envelhecer mais uns anos na garrafa. Um vinho intenso, gastronômico, pede um belo prato para acompanhar. Excelente vinho que não conhecia. Recomendo.

9 de agosto de 2015

Ótimo espumante: Perini Nature

Nome: Perini Nature
País: Brasil
Região: Farroupilha/RS
Produtor: Vinícola Perini

Uvas/Corte: Chardonnay e pinot noir
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 39,90
Onde foi comprado: Cadeg
Degustado em: 9 de agosto de 2015
Onde Bebeu: Em casa
Harmonizado com: Pães e queijos
Com quem: Claudio e Rafaela

Notas do produtor
Mais seco que o espumante Brut e com mais concentração de uvas Pinot Noir que o Champenoise, o Perini Nature é um espumante Premium de edição limitada elaborado pelo Método Champenoise com uvas tradicionais (Chardonnay e Pinot Noir). Com tonalidade dourada, apresenta finas e intensas borbulhas que caracterizam perlage cremoso e persistente. Ao paladar, demonstra perfeita harmonia entre os baixos teores de açúcar e a acidez delicada e refrescante.

Impressões da Rafaela
Ótimo espumante, bom custo/benefício. Aproveitamos novamente o dia dos pais para ir fazer compras no Supermercado Guanabara. É o melhor dia, pois as famílias estão todas reunidas e não pensam em ir fazer compras. Neste fim de semana, os estudos renderam.

Comentário do Claudio
Já havia provado este espumante em algum evento e deu vontade de prová-lo novamente com calma. Conseguimos fazer isto neste dia e ele confirmou o que tinha ficado na memória: um espumante muito bem feito e agradável. Produzido pelo método tradicional, em boca mostrou boa acidez, cítrico e boa cremosidade. Tem um final de boca muito agradável e estrutura para acompanhar pratos. Gostei, vale provar, de preferência com um prato com mais gordura, pois a acidez do espumante vai casar bem.

8 de agosto de 2015

Voilà acompanhado de um bom vinho dos Campos de Cima da Serra

Nome: Fazenda Santa Rita
Safra: 2012
País: Brasil
Região: Campos de Cima da Serra Gaúcha
Produtor: Fazenda Santa Rita

Uvas/Corte: Pinot Noir
Teor alcoólico: 13,3%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Supermercado Bortolon, em Vacaria
Degustado em: 8 de agosto de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Boeuf bourguignon Voilá
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela
Provamos mais uma vez este vinho de Vacaria, que sempre se mostra uma boa compra. Infelizmente não fizemos anotações e estamos fazendo este post meses depois de tê-lo bebido. Lembro-me apenas de ter gostado bastante do jantar. O vinho acompanhou um ótimo prato da Voilà.

Comentário do Claudio
Já há algum tempo que provamos os vinhos dessa nova região produtora de vinhos no Rio Grande do Sul, os Campos de Cima da Serra. Uma uva que tem mostrado bons resultados na região é a Pinot Noir. Pelos resultados, notamos que ela tem se adaptado bem às condições de clima (frio) e altitude (mais de 900m). A cada safra os produtores da região mostram progresso e evolução. Este foi mais um vinho interessante que bebemos e que mostra todo potencial da região. Bom vinho, que vai crescer nas próximas safras.

7 de agosto de 2015

Wines of Chile apresenta Vinhos da Costa Chilena no Rio de Janeiro

A Wines of Chile não poderia ter escolhido lugar melhor no Rio de Janeiro para realizar a masterclass "Vinhos da Costa Chilena - Diversidade e Consistência": o icônico Copacabana Palace, localizado em frente ao Oceano Atlântico. Esta foi a primeira ação da Wines of Chile no Rio, que pretende retornar no próximo ano com um evento ainda maior e aberto ao público consumidor. Desta vez, a masterclass sobre 11 rótulos chilenos foi apenas para convidados. Após a aula, realizada no dia 7 de agosto, houve ainda uma pequena feira com produtos de 16 vinícolas.

A masterclass foi conduzida pelo sommelier chileno Héctor Riquelme, mas teve participações de enólogos e representantes de algumas vinícolas. Mario Geisse apresentou o syrah Cool Coast da Casa Silva. O conhecido produtor dos espumantes Geisse aproveitou para dar uma ideia aos cariocas do frio que costuma fazer às margens do Pacífico. "Você olha para esta orla aqui em Copacabana e vê várias pessoas se exercitando simplesmente por prazer. Nas margens do Pacífico se você vir alguém correndo é porque a pessoa certamente está tentando se esquentar."

A degustação foi composta por quatro opções de sauvignon blanc, quatro de pinot noir, um shirah, um cabernet franc e um vinho da curiosa cepa Pedro Ximénez. "O foco nos vinhos com as uvas sauvignon blanc e pinot noir não pretende em nenhum momento desmerecer o passado - e outras uvas que marcam a história vitivinícola do Chile -, mas complementar o que já existe, abrindo novos caminhos e melhorando a cada dia", como afirmou Geisse. Riquelme aproveitou para dizer que não há a pretensão de copiar os vinhos de determinada região, mas alcançar uma boa tipicidade do lugar em que o vinho estiver sendo feito, opinião compartilhada pelo enólogo Ricardo Baetting da Morandé.

Riquelme destacou ainda que o vinho é resultado de três ingredientes: o solo, o clima e a interpretação humana. O sommelier aproveitou também para afirmar que não conhece no mundo um enólogo que levante da cama com o objetivo de fazer um vinho ruim. "Todos querem desenvolver um bom produto!"

Dos 11 vinhos degustados, os meus preferidos foram o Gran Reserva Pinot Noir 2014 da Morandé e o Floresta Cabernet Franc 2012 da Santa Rita.

A aula foi composta ainda pela apresentação de:
Falernia Pedro Ximénez 2013 (Viña Falernia, Valle de Elqui) - a Pedro Ximénez é bastante usada na fabricação de pisco. Estima-se que tenha chegado à América do Sul por volta de 1500, sendo primeiro ao Peru. É mais cultivada na Argentina. A Falernia foi criada em 1998 por dois primos italianos.

Siegel Special Reserve Sauvignon Blanc 2015 (Siegel Family Wines, Valle de Leyda) - para quem gosta de vinhos com muito vegetal, mas muito mesmo!

Montes Alpha Special Cuvée 2014 (Montes, San Antonio)

Terruyno Sauvignon Blanc 2012 (Concha y Toro,  Valle de Casablanca) - perto dos outros três SB bem característicos, este ficou até meio apagadinho.

Aconcagua Costa Chardonnay 2013 (Errazuriz, Manzanar) - Ótimo chardonnay!

Secreto de Viu Manent Pinot Noir 2013 (Viu Manent, Casablanca) - Eu tinha bastante curiosidade de provar este vinho, gostei.

Arboleda Pinot Noir 2013 (Arboleda, Aconcagua) - Este é um vinho muito bem feito. Provamos há algumas semanas, quando nos foi enviado pelo Winebar, e gostei bastante.

Duette Pinot Noir 2012 (Indomita, Valle de Casablanca) - Bom vinho. Segundo Héctor Riquelme, segue bem o estilo dos vinhos de Casablanca.

Cool Coast Syrah 2012 (Casa Silva, Costa do Vale de Colchagua).

Na feira que seguiu a masterclass, havia vinhos da Aresti, Bodegas y Viñedos de Aguirre, Cousiño Macul, Maquis e Requingua.

3 de agosto de 2015

Vistalba apresenta vinhos em excelente jantar no novíssimo Eleven

Na noite de 3 de agosto de 2015 tivemos o prazer de participar da apresentação dos vinhos da Vistalba realizada pelo enólogo Alejandro Cánovas no recém-inaugurado Restaurante Eleven, do chef alemão Joachim Koerper, no Rio de Janeiro.

Impressões da Rafaela
Chegamos pontualmente ao Eleven, no Jardim Botânico, e ficamos muito surpresos ao notar que praticamente todos os convidados já estavam ali trocando algumas palavras com os representantes da Domno do Brasil e da Vinícola Vistalba. Pouco depois estávamos acomodados em uma enorme mesa de 16 lugares montada no centro do restaurante.
Nelsir Carlos Kuffel, gerente de vendas nacional da Domno, abriu a noite com um brinde de .Nero Blanc de Blancs. Enquanto isso, eu estava provando o delicioso pãozinho alemão feito por Koerper. Segundo o maître, este pão remete à infância do chef alemão.
Depois da entradinha à base de peixe, partimos para uma lista de pratos com sabores especiais: tataki de atum com manga e gergelim, bacalhau confitado com feijão de Santarém e emulsão de laranja, leitão confitado com chutney de tomate, maracujá e batata ponte nova e, para fechar, brownie de chocolate caramelizado com frutos secos e sorvete de cumaru. Nem sei dizer do que gostei mais.
Com exceção do bacalhau, que foi acompanhado unicamente pelo Tomero Reserva Pinot Noir, os demais pratos foram servidos com duas opções de vinhos. Cabia a cada um avaliar qual vinho harmonizava melhor com o prato.
Sentei-me ao lado do enólogo Alejandro Cánovas, que havia saída naquela manhã mesmo de Mendoza e teria uma programação intensa também em São Paulo e Salvador nos dias seguintes. Antes de começarmos a degustar cada um dos pratos, Alejandro apresentava os vinhos e falava sobre as características da produção.
Foi uma noite muito agradável, com um jantar acompanhado por excelentes vinhos. O meu preferido foi o Tomero Reserva Pinot Noir.

Comentário do Claudio
Em uma agradável noite no novíssimo restaurante Eleven no Jardim Botânico provamos os vinhos da vinícola argentina Vistalba com a presença do enólogo, o simpático Alejandro Cánovas. Durante o excelente jantar preparado pelo chef Joachim Koerper provamos os vinhos da Linha Vistalba (com uvas da região de Luján de Cuyo) e da Linha Tomero (além de dois espumantes nacionais, .Nero.) Abaixo alguns comentários sobre os excelente vinhos provados.
Abrimos a noite com o espumante Blanc de Blancs .Nero. Os espumantes .Nero são todos feitos pelo método charmat, são muito bem feitos, sucesso de vendas. O Blanc de Blancs é muito elegante, delicado, envolvente, boa acidez e fácil de se beber. Acompanhou muito bem o couvert e os aperitivos do chef.
Com os comentários e as explicações do enólogo Alejandro, provamos os dois primeiros vinhos da linha Tomero. A ideia era provar um vinho branco e um rosé junto com um delicioso prato de atum e ver qual seria a melhor harmonização. Primeiro provamos o Torrontés, único vinho da linha Tomero que é produzido na região de Salta. O vinho surpreendeu pelo nariz bastante atraente, mais complexo que outros vinhos desta cepa. Em boca, mostrou bom corpo e estrutura aliado às notas florais características da cepa. Elegante e com complexidade, aguentaria até comidas um pouco mais pesadas. Ao mesmo tempo, provamos um rosé de malbec que também mostrou um nariz muito atraente. De cor mais clara que outros rosés argentinos. Alejandro explicou que Carlos Pulenta, dono da vinícola, adora os rosés da Provence, assim quis fazer um vinho mais elegante. Gostei deste rosé, bem gastronômico e como esperava algo mais intenso, me surpreendeu positivamente e na minha opinião casou muito bem com o prato.
Seguimos para o segundo prato da noite: um delicioso bacalhau com feijões de Santarém e para harmonizar um Pinot Noir Tomero. Foi a melhor dupla da noite: prato muito bem preparado e um Pinot Noir de respeito, vinho que merece ser degustado com calma para aproveitar todas as suas nuances. Fruta muito bem equilibrada, acidez perfeita, um grande vinho que deixou a vontade de beber mais um pouco.
Na sequência passamos por dois vinhos com mais potência e estrutura, Vistalba Corte B, elegante, estruturado e com muito potencial de guarda, e o jovem potente Tomero Petit Verdot. A harmonização para estes dois vinhos foi um prato de leitão, também muito bem preparado. Gostei muito dos dois vinhos, mas os considerei em estágios e perfis diferentes. O Corte B se mostrou mais equilibrado e mais pronto, um corte muito bem feito, mistura de intensidade em boca com elegância. Mostrou bom potencial de envelhecimento, mas já bastante agradável agora. O Petit Verdot mostrou as boas características da cepa, cor viva e intensa e muita potência em boca. Um belo vinho que, para o meu paladar, vai ficar ainda melhor com um tempo na garrafa.
Para finalizar a noite uma harmonização arriscada, o top Corte A com sobremesa. A harmonização não chegou a ser aquilo que foi imaginado, como o próprio enólogo comentou. A sobremesa, um brownie de chocolate caramelizado, precisava ser um pouco mais amarga. A harmonização não ficou ruim, mas apagou um pouco o brilho do excelente Corte A. O vinho segue a mesma busca de elegância/estrutura do corte B, só que com mais complexidade e ainda mais potencial de envelhecimento. Um belo vinho, de muita qualidade em uma noite de boas surpresas. Ainda provamos o espumante .Nero Moscatel, refrescante, doçura na medida. Foi um belíssimo jantar.

1 de agosto de 2015

Um bela opção de Vinho Verde: Soalheiro 2014


Nome: Soalheiro Vinho Verde
Safra: 2014
País: Portugal
Região: Subregião de Monção e Melgaço
Produtor: Quinta de Soalheiro

Importador: Mistral

Uvas/Corte: Alvarinho
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Cortiça

Onde foi comprado: Gentilmente nos presenteado na apresentação de Vinho Verde realizada no Rio
Degustado em: 1º de agosto de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Frango ao curry
Com quem: Claudio e Rafaela


Comentário do Produtor
Cor amarela citrina, aroma com o perfil do Alvarinho Soalheiro Clássico, intenso e tropical com notas minerais. O Soalheiro 2014 é um clássico com um perfil preciso, sobriedade aromática e uma grande elegância de sabor.

Impressões da Rafaela
Este vinho é muito bom! Sou fã de alvarinho, então talvez eu seja suspeita em falar, mas se você tiver a oportunidade de conhecê-lo, por favor, não hesite. Compramos uma pastinha de curry na Junta Local e neste dia finalmente colocamos em prática uma receita de frango ao curry lida no Gordelícias. Ficou excelente e foi perfeitamente bem este vinho. Neste sábado também aproveitamos para conhecer a Feira Planetária. Eu sempre fico muito feliz em participar dessas programações ao ar livre que são realizadas na cidade. Este feira de food trucks realizada no Planetário foi muito legal. Pena que por conta dos estudos não ficamos muito. Pretendo voltar no próximo mês.

Comentário do Claudio

Um excelente alvarinho português, muitíssimo bem feito, com acidez marcante, final de boca muito intenso e presente. Pelo rico nariz já dá para sentir a complexidade deste vinho através de notas doces e bastante agradáveis. Este Soalheiro é um mix perfeito entre a refrescância dos Vinhos Verdes com boa complexidade e certa estrutura. Um belo parceiro para uma refeição, mas funcionará bem sozinho também. Uma combinação perfeita entre intensidade e elegância. Um vinho de ótima qualidade, que merece ser provado. Quero bebê-lo novamente.